Taticast no FC: Entendendo os pontos fortes do Leão para o Clássico-Rei pela Copa do Nordeste

Foto: Aurélio Alves/O POVO

Confira a análise

O Fortaleza enfrenta o Ceará nesta noite, às 21h30, pela semifinal da Copa do Nordeste 2020. Além de ser uma fase decisiva da competição, tudo se potencializa quando se enfrenta o seu maior rival. Para isso, o Leão aposta suas fichas no seu sistema de jogo, implantado pelo treinador Rogério Ceni, fielmente executado por seus jogadores.

De forma sistemática, veremos os três pontos que considero mais fortes desse jeito de jogar, observando como Ceni utiliza cada um dos principais jogadores do time e importância deles para o padrão de jogo do time.

  1. Felipe Alves
Felipe Alves, o Homem de Gelo / Foto: Reprodução

Com a utilização de Felipe Alves o Fortaleza ganha superioridade numérica na fase de construção de jogadas, desde a saída de bola. Essa superioridade no campo defensivo ajuda a progressão do time, quebrando a primeira linha de marcação e gerando o espaço. Além disso, Felipe ajuda na cobertura defensiva e ofensiva.

Um facilitador para que ele jogue dessa forma é sua habilidade com a bola no pé. Podemos dizer que ele tem passes e lançamentos melhores que vários jogadores de linha.

Quando o time adversário pressiona a saída, marcando os zagueiros e volantes, o goleiro usa os lançamentos longas para os laterais (que tem um bom jogo aéreo) darem aquelas “casquinha” na bola, ativando a velocidade dos pontas (extremos). Sempre que for pressionado, haverá um setor do campo que o Fortaleza terá superioridade. É pra lá que Felipe mandará a bola.

Além disso, a frieza/tranquilidade de Felipe é fundamental. Qualquer mínimo erro pode ser fatal e é necessário muito equilíbrio para fazer essa função.

  1. Felipe e Juninho
Felipe e Juninho, o coração do time / Foto: Reprodução

São jogadores que desempenham com competência a ação defensiva. Mas é inegável que são escolhidos por conta da dinâmica na criação ofensiva. São os responsáveis por criar as jogadas do time no setor de meio, com passes verticais, gerando sempre a superioridade numérica na fase final do ataque.

Boa capacidade técnica, com passes curtos e longos sempre muito efetivos. Além de força física e obediência tática. São jogadores que tem qualidade na hora de dominar, girar o corpo e se livrar de marcadores, além de executarem muito bem o balanço ofensivo (girar a bola de uma lateral a outra, para movimentar a defesa adversária, gerando os espaços para infiltrações).

Personalidade. Juninho e Felipe são jogadores sempre muito expostos aos erros. Tem jogos que erram bastante e até são criticados pelo torcedor e pela imprensa. Alguns jogadores sentem essa pressão e caem de produção. Com eles é diferente, eles não deixam de tentar. Ceni dá a liberdade e a confiança para que eles possam seguir arriscando, sendo agudos no jogo e isso respalda as suas tentativas.

  1. Osvaldo e Romarinho
Osvaldo e Romarinho, o poder de fogo do tricolor / Foto: Reprodução

Osvaldo é um jogador de velocidade, força e explosão. É um extremo que decide jogos, o que é muito raro. Além de assistências, é um jogador que pisa na área, finaliza e faz um número considerável de gols por ano.

Tem uma capacidade grande de drible, se posiciona bem e uma boa tomada de decisões. Sem dúvidas, é o jogador tecnicamente mais acima da média do time

Romarinho é segundo atacante. Ágil e com boa mobilidade, flutua entre as linhas e costuma sair do meio para as pontas para atrair a marcação dos zagueiros, sempre com objetivo de abrir espaços. Desequilibra jogando pelo meio, com mudança de direção, drible e finalização.

Além disso, tem um famoso “um pra um” muito positivo. O drible faz com que um time desmonte (ou comece a desmontar) o sistema defensivo do outro. E Romarinho é miuto efetivo nesse fundamento, com uma incrível capacidade de drible, obrigando o adversário a se recompor com inferioridade numérica e, naturalmente, gerando muitos espaços para passes em profundidade e finalizações..

Vale destacar também que Romarinho e Osvaldo são utéis na recomposição (transição defensiva), pressionando a saída de bola, acompanhando os laterais e fechando espaços.

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