CBF divulga aúdio do VAR em lances polêmicos do Clássico-Rei: “Sem protesto no campo”

Foto: Kely Pereira/AGIF

O Clássico-Rei vencido na última quarta-feira, 1, pelo Ceará continua rendendo polêmica. Após a partida, o Fortaleza reclamou bastante da arbitragem e o Marcelo Paz, presidente do clube, prometeu fazer uma representação formal na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contra o árbitro Braulio da Silca Machado. As principais reclamações por partes do Tricolores são 1) Exagero na expulsão;2) Gol marcado além tempo de acréscimos; 3) Pênalti claro não marcado: jogador rival com braço aberto e movimento antinatural; e 4) Fim de jogo antes do tempo prometido de acréscimos, de acordo com o clube.

Nesta quinta-feira, 2, a CBF divulgou em seu site os áudios oficiais da conversa entre o árbitro e a equipe do VAR de dois lances polêmicos da partida: a confusão no primeiro tempo que resultou na expulsão de Felipe, do Fortaleza, e o pedido de pênalti pelo Tricolor, quando a bola no braço de Fernando Sobral, do Ceará.

Fortaleza 0x1 Ceará - Foto: Kely Pereira/AGIF
Fortaleza 0x1 Ceará – Foto: Kely Pereira/AGIF

No primeiro lance, os àrbitros do VAR aconselharam Braulio a rever o lance da briga entre os jogadores ainda no início da primeira etapa. O juiz viu agressão de Felipe no rosto de Richard e decidiu pela expulsão. Já na segunda reclamação do Fortaleza, a equipe do VAR não paralisou o jogo, por entender que Fernando Sobral realiza uma ação de movimento do corpo, e o toque na mão não caracteriza o pênalti. Sobre o lance, o site da CBF ainda explica a regra 12. O árbitro também cita que não houve protesto no campo.

Regra 12

Tocar a bola com a mão/braço

Com objetivo de determinar com clareza as infrações de mão/braço, fica definido que o braço tem início na parte superior da axila, como está demonstrado na figura ilustrativa. Nem todo toque da bola na mão/braço de um jogador é uma infração.

Será uma infração se um jogador:

– Tocar a bola com sua mão/braço deliberadamente. Por exemplo, deslocando a mão/braço na direção à bola;

– Tocar a bola com sua mão/braço, quando sua mão/braço ampliar seu corpo de forma antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural, quando a posição de sua mão/braço não é consequência do movimento ou quando a posição da mão/braço não pode ser justificada pelo movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao colocar a sua mão/braço em tal posição, o jogador assume o risco de sua mão/seu braço ser tocada pela bola e, portanto, deve ser punido;

– Marcar um gol na equipe adversária: diretamente do toque da bola em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente, inclusive o goleiro; ou imediatamente após a bola tocar em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente.

VEJA A TRANSCRIÇÃO DOS AÚDIOS:

Expulsão de Felipe

“Ele empurra o rosto do cara. Ele dá um tapa no rosto do cara. Eu vou chamar para ele avaliar esse lance. Vou te recomendar revisão para possível cartão vermelho por agressão. O número 15 do Fortaleza”, concluiu.

Lance de pedido de pênalti

“Ele está no movimento do chute. Pega no braço dele, mas é um movimento do corpo. Pode seguir. Ele não bloqueia, não faz nada. Bráulio, já checado, pode prosseguir”, finalizou D’Alonso.

https://www.cbf.com.br/a-cbf/analise/do-var/analise-do-var-fortaleza-x-ceara-3a-rodada-do-brasileirao-assai

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