Polícia Federal investiga fraude de milhões e corrupção em obras na Arena Castelão

(Foto: Divulgação)

Crimes teriam ocorrido entre 2010 e 2013

As obras da Arena Castelão entre os anos de 2010 e 2013 são alvo de investigação. A Polícia Federal (PF) deflagrou, por da operação “Colosseum”, diligências a fim de elaborar um inquérito policial para apurar fraude de milhões de reais,  exigências e pagamentos de propina a agentes e servidores públicos no processo de licitação.

As informações são do Globo Esporte (GE). As obras ocorreram sob a administração do governador Cid Gomes (PDT), atualmente senador. Além dele, o pré-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) também é investigado. Nas redes sociais o pedetista se pronunciou sobre o caso e negou as acusações. Veja abaixo na íntegra:

“Chega a ser pitoresco. O Brasil todo sabe que o Castelão foi o estádio da Copa com maior concorrência, o primeiro a ser entregue e o mais barato construído para Copas do Mundo desde 2002. Ou seja, foi o estádio mais econômico e transparente já feito para a Copa do Mundo. Mas não é isso. E sejamos claros. Não tenho nenhuma ligação com os supostos fatos apurados. Não exerci nenhum cargo público relacionados com eles. Nunca mantive nenhum tipo de contato com os delatores. O que, aliás, o próprio delator reconhece quando diz que nunca me encontrou. Tenho 40 anos de vida pública e nunca fui acusado nem processado por corrupção”, disse.

Conforme a reportagem do GE, as investigações tiveram início em 2017, quando fora identificamos indícios de esquemas relacionados ao pagamento de propina a uma empresa, para que ele vencesse o processo de licitação. Em seguida, na fase de execução das obras para a Copa do Mundo de 2014, haveria recebimento dos valores devidos pelo Governo cearense.

“Apurou-se indícios de pagamentos de R$ 11 milhões em propinas diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas”, disse a operação. 

Ao menos 80 policiais cumprem 14 mandados de busca e apreensão expedidos pela 32ª Vara da Justiça Federal. Os domicílios investigados estão nas cidades de Fortaleza, Meruoca, Juazeiro do Norte, São Paulo, Belo Horizonte e São Luís. As diligências buscam mídias digitais, aparelhos celulares e documentos que possam contribuir com a investigação dos crimes.

As investigações podem fazer com que os  alvos respondam por lavagem de dinheiro, fraudes em licitação, associação criminosa, além de corrupção passiva e ativa.

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