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Tiago Nunes explica a escalação de Vina como falso nove: “Tirar a referência dos três zagueiros”

Foto: (Reprodução/Vozão TV)

Comandante Alvinegro detalha suas escolhas e elogia a postura da equipe cearense

Na noite desta quarta-feira, 10 -Após o término da rodada-, o treinador Tiago Nunes concedeu entrevista coletiva. O professor agradeceu o apoio da torcida na partida contra o Athletico Paranaense e aproveitou os primeiros minutos da entrevista para destacar o motivo pelo qual optou por uma formação alternativa utilizando o meia Vina como um “falso nove”.

Domínio de campo e jogo equilibrado

Em boa parte da partida, mesmo com a derrota, o Ceará dominou as ações e conseguiu imprimir agressividade ofensiva, principalmente na segunda etapa, onde conseguiu marcar um gol logo no início. O treinador ressaltou a evolução coletiva dizendo:

“Foi um jogo muito equilibrado. […]No primeiro gol do Athletico, quando erramos o passe no meio-campo, tomamos o contra-ataque, temos a oportunidade de fazer a falta tática, não fazemos, e o adversário consegue achar uma infiltração, no nosso melhor momento no jogo. Da mesma maneira no 2° tempo. Estávamos soberanos na partida, havíamos empatados, sofremos um gol de escanteio, que é no mínimo discutível, porque o Mendoza, que estava marcando o Pedro (Henrique), foi empurrado. Sofremos os gols nos melhores momentos da nossa equipe. Tivemos muito ímpeto, tentamos impor o jogo técnico, buscamos o empate, mas um confronto com pouquíssimas oportunidades de gols.”

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O segredo do falso nove

Logo ao início da coletiva, Tiago Nunes foi questionado sobre o mistério da noite: A opção por jogar sem um camisa nove de ofício. Segundo o mesmo, a principal motivação foi o fato do adversário utilizar costumeiramente três zagueiros no brasileirão, com isso, a formação alvinegra buscava trazer movimentação e tirar a referência central da zaga do Furacão.

“Nós iriamos enfrentar uma equipe altamente qualificada, que joga com três zagueiros […] Mesmo não tendo um 9 de característica, um centroavante, optamos por ter dois jogadores de movimentação, com dois atacantes mais infiltrados, como Rick e Vina. Penso que tivemos bom sucesso a maior parte do tempo. Tivemos uma boa construção de jogo. Nós conseguimos manter um volume bom de jogo dentro do campo. É difícil enfrentar o Athletico-PR e ter uma manutenção de posse de bola, número de finalizações tão expressivos como tivemos aqui. É uma equipe que está na final da Copa do Brasil e da Copa do Sul-Americana e nós fizemos um jogo de igual para igual. A ideia deu bons frutos, mesmo que o resultado não tenha vindo.”

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