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Tiago Nunes fala sobre seu propósito dentro do Ceará: “Criar uma mentalidade vencedora”

Foto: Reprodução/Vozão TV

Além disso, o treinador destacou o apoio da torcida durante os jogos

Preparando o Ceará para enfrentar o Cuiabá, o técnico Tiago Nunes concedeu entrevista coletiva nesta quinta-feira, 4. Na ocasião, ele destacou que, principalmente por ser um jogo de segundo turno, vai ser uma partida importante para a campanha da equipe no Brasileirão.

Todo jogo do segundo turno tem essa característica (importante), ainda mais agora com um número pequeno de rodadas que ainda faltam, cada jogo se torna mais decisivo. Todo mundo procura algo na competição, seja fugir da zona de rebaixamento, se aproximar das zonas de competições internacionais ou disputa de título. É um momento decisivo sim, outro jogo importantíssimo (contra o Cuiabá)”.

Com um papel importante na vitória do Vovô contra o Fluminense, a torcida do Ceará tem se movimentado para se fazer presente na próxima partida com um público ainda maior. Para o comandante alvinegro, o apoio dela faz a diferença nos jogadores e diz que cobra para que eles façam por merecer isso.

Faz diferença sim, a gente se sente mais apoiado. Ao mesmo tempo, quando a torcida está insatisfeita também sentimos, naturalmente somos movidos pela paixão e tudo o que envolve, mesmo sendo profissionais. Então a presença do torcedor quando ele está disposto a apoiar e abraçar o seu time é um momento que se torna único e a torcida acaba trazendo e levando o time. Eu tenho cobrado muito dos atletas que a gente tem que inspirar o torcedor a nos retribuir, temos que fazer nosso papel, demonstrar transpiração sem a bola e com a bola sermos agressivos”.

Questionado se a equipe está conseguindo se encaixar da forma que ele quer, Tiago Nunes disse que conseguiu aumentar o repertório ofensivo. Além disso, ele ressalta que foi um pedido em sua chegada, pois nas temporadas passadas o time não conseguia propor jogo contra as equipes dentro do Castelão.

Uma das situações que foram me solicitadas quando eu vim ao Ceará, foi que a equipe conseguisse ter um pouco mais de repertório ofensivo. Ela sempre foi uma equipe consistente na parte defensiva, mas precisava ter um pouco mais de repertório na construção. As outras temporadas mostraram que a equipe sempre se portou bem contra as equipes tidas como grandes, onde o Ceará adotava uma postura conservadora, em contra-ataque, mas quando precisava propor mais o jogo na Arena Castelão contra times recuados, às vezes complicava. Eu penso que nesse quesito melhorou”.

Confira outros assuntos abordados na coletiva

Mentalidade vencedora

“Meu trabalho é julgado por um a zero a favor ou contra, no final das contas é isso que fica para o torcedor. Mas o que eu pretendo deixar como propósito para o clube é um clube melhor do que encontrei. Eu vejo que o clube tem potencial de melhora. Eu chego às sete e meia da manhã e vou embora oito da noite todo dia, isso é papel do treinador, se envolver com o clube e se engajar com as pessoas para criar uma mentalidade vencedora. Não adianta simplesmente chegar no campo e dizer nós vamos atacar, a mentalidade vencedora tem que estar no clube. Se o Ceará quer mudar de nível, precisamos criar uma mentalidade vencedora em todos os setores. Está melhorando em muitos aspectos dentro de campo, mas a mentalidade é o que mais melhora, de não desistir, lutar até o final e de querer vencer todo mundo”.

Adaptação ao clube e à cidade

“O Ceará me procurou e quando o clube procura eu já valorizo isso, pois querem contar comigo. Quando eu chego aqui eu fui muito bem recebido por pessoas que já estão aqui há anos, todo mundo me tratou super bem e me deu suporte para me sentir feliz e confortável. Isso vai de encontro com meu propósito pessoal, de deixar um ambiente saudável para trabalhar e fazer as pessoas evoluírem. Quando sinto que tem um ambiente favorável para isso, me desperta o desejo de permanecer pois vemos o crescimento e podemos ter a oportunidade de fazer algo inédito. Além disso, o povo de maneira geral foi muito caloroso comigo”.

Recuperação de Vina

“A diferença do Vina de 2020 para esse ano é o gol, o aproveitamento, pois ele continua criando chances de gol e finalizando. O Vina não é bom, ele é muito bom. O que eu fiz com ele foi falar ‘vai jogar, irmão’, pois ele é bom, uma referência para o time, para a torcida, para o clube e essa responsabilidade não pode ser peso, tem que ser um prazer a ser desfrutado. Quando você é reconhecidamente um cara que se pede é porque você tem para dar”.

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