Ceará

Em tom provocativo à atual diretoria, chapa deverá ser oposição para as eleições no Ceará

Foto: Fábio Lima

Eleições devem acontecer no final de novembro

O 2021 do Ceará segue turbulento tanto dentro como fora de campo.A equipe ocupa apenas a 14ª colocação do Campeonato Brasileiro Série A. Além dos resultados abaixo da expectativa na temporada, o clube vive um ano eleitoral e terá a definição de quem será o presidente para o triênio 2022/2023 e 2024. As eleições no clube serão realizadas no final do mês de novembro e é bem provável que tenha duas chapas concorrendo, a do atual presidente, Robinson de Castro, e do opositor Edgar Rizzi.

Segundo o repórter Danilo Queiroz, do Futebolês, a chapa da oposição se chamará “Priorizando o futebol” em tom provocativo a atual gestão e deve ser oficializada até a próxima sexta-feira. Nesta segunda-feira, 25, um conselheiro do clube foi as redes sociais afirmar que a diretoria investe “apenas” 40% da receita no futebol.

Mudança no estatuto

Em março de 2018, o Ceará passou por uma mudança de estatuto e com isso permitiu que o Robinson de Castrou pudesse se reeleger por mais um triênio. Na ocasião, o artigo 115, que está em Disposições Finais e Transitórias, parte referente às regras de transição entre o estatuto antigo e o novo, deixou claro que “para a primeira eleição dos membros do Conselho Deliberativo e da Diretoria Executiva que irá se realizar após a aprovação e início da vigência deste Estatuto, os requisitos de elegibilidade aplicáveis serão aqueles previstos neste Estatuto, sendo as regras aplicáveis à contagem do número de reeleições iniciadas a partir da primeira eleição após a aprovação do presente Estatuto“.

A primeira eleição de Robinson de Castro ocorreu em 2015, no Estatuto antigo. Sendo assim, ele foi eleito apenas uma vez com o novo estatuto, em 2018, podendo então se candidatar novamente para reeleição e outro mandato de três anos.

O artigo 125 esclarece ainda mais, que “o mandato da Diretoria Executiva, eleita e empossada em 15 de outubro de 2015, já terá duração de 03 (três) anos, podendo ocorrer uma recondução nos termos do art. 51“, que por sua vez afirma que “o Presidente e os Vice-presidentes da Diretoria Executiva serão eleitos pelo Conselho Deliberativo, na forma prevista neste Estatuto, para um mandato de 03 (três) anos, sendo permitidas até 01 (uma) reeleição“.

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