Fortaleza

Tite comenta encontro com Vojvoda e fala sobre “dificuldade humana” do treinador em estar longe da família

(Foto: Leonardo Moreira/FEC)

O técnico da seleção concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira, 24

Nesta sexta-feira, 24, aconteceu a convocação da Seleção Brasileira para as próximas partidas das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022, no Catar. Após o anúncio dos jogadores convocados, o técnico Tite respondia os questionamentos da imprensa em uma entrevista coletiva.

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Na ocasião, o jornalista Mário Kempes acabou perguntando sobre o encontro entre ele e o Vojvoda, treinador do Fortaleza. O comandante da “Amarelinha” disse ter parabenizado o grupo pela campanha feita na temporada e conversado com o argentino sobre sistemas de jogo.

“Eu conversei com bastante pessoas, parabenizei o Fortaleza pela grande campanha. Com os atletas que estavam ali, com o presidente depois e conversei com o Vojvoda algum tempo. Ele comentou a respeito de uma entrevista que tinha saído na Argentina, questionando e a gente falando sobre futebol, falando sobre sistema, falando sobre posição e função. Até porque o jogo tático é real, visual e de difícil leitura. Então nós ficamos conversando sobre posicionamentos, funções, ponta aberto ou amplitude, quantos ficam entre linhas, o que é ficar entre linhas, que linhas têm o adversário. Então a gente ficou conversando”.

Além disso, Vojvoda falou sobre a “dificuldade humana” que é sem o suporte familiar durante a execução do trabalho. Tite deu um exemplo disso em sua carreira quando foi ao exterior e sugeriu que o argentino “grudasse” na comissão técnica e nas pessoas mais próximas.

A gente ficou conversando a respeito da dificuldade humana. Ele está sozinho, sem os seus três filhos, sem a sua esposa e a gente o resultado, mas ele não tem o suporte familiar. Perguntou sobre como eu fazia isso quando fui para o exterior, duas vezes para os Emirados Árabes. Eu levei a família toda, se não não tenho suporte. Meu filho tinha 17 anos, minha filha tinha 9 anos e ela não entendia o inglês com o sotaque árabe, começou a chorar e ficou dois dias sem querer ir para a aula. Então eu disse para ele grudar na comissão técnica e nas pessoas próximas. A atividade (treinador de futebol) é extraordinária, mas ela paga um outro preço em relação a isso”.

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