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OPINIÃO: Os tenebrosos 34 dias do Ceará; ano que poderia histórico se transforma em dramático

Vovô acumula eliminações em sequência

Um intenso e triste período para os alvinegros foram os últimos 34 dias desde a final da Copa do Nordeste, no dia 08/05, quando foi derrotado pelo Bahia no tempo normal por 2 a 1 e perdeu o título da ‘Lampions’ nos pênaltis. Uma pancadaria generalizada deixou o Vovô sem jogadores importantes em várias decisões.

Nesse tempo, além do amargo vice regional, a equipe ficou na segunda colocação do Campeonato Cearense para o Fortaleza e viu o adversário chegar aos 44 títulos estaduais sendo um tricampeonato em sequência e diminuir a vantagem do alvinegro para apenas um título. Na Copa Sul-Americana, uma dolorida eliminação na última rodada quando sucumbiu ao Jorge Wilstermann, na Bolívia.

Com o alto investimento feito pelo clube para a temporada 2021, a expectativa era de que o clube fizesse grandes campanhas em todas as competições que estivesse participando inclusive com a conquista de um título. Ser vice-campeão da Copa do Nordeste para o Bahia não é demérito nenhum, mas pelo contexto e o favoritismo alvinegro conquistado pelas boas apresentações no início da temporada, o sentimento que ficou para o torcedor alvinegro foi de frustração, principalmente por ter vencido o jogo de ida por 1 a 0. Com a confusão generalizada, Guto Ferreira perdeu Mendoza, Jael e Gabriel Dias, que foram suspensos pelo STJD.

Logo na sequência, um vice-campeonato estadual para o maior rival mesmo atuando com grande parte do time principal pesou o clima em Porangabussu, pois os dois títulos mais palpáveis da temporada não foram conquistados. Restava ao torcedor alvinegro acreditar em campanhas acima da média na Copa Sul-Americana e Copa do Brasil para “salvar” o primeiro semestre do ano.

Na competição continental, mesmo sendo o melhor time do grupo, o Vovô saiu do torneio ao ser derrotado para o já eliminado Jorge Wilstermann em uma partida apática da equipe. Mais um golpe duro nos alvinegros.

Sem esperanças de uma melhora a curto prazo, já que o time não apresentava a mesma organização tática de outros tempos e fisicamente estava extenuado, o pior já era previsto pelos alvinegros. Mesmo com uma vitória diante do Grêmio na abertura da Série A, a equipe fez uma partida ruim diante do Santos e duas partidas bem abaixo frente ao Fortaleza, na Copa do Brasil. Um sonoro 3 a 0 foi a “cereja do bolo” para escancarar a crise no Vovô.

Erros no planejamento e falta de repertório tático

Com o vice da Copa do Nordeste, o Ceará queria tapar essa lacuna com o título estadual, assim escalou grande parte dos jogadores titulares em jogos que não estava programado. Fortaleza e Atlético Cearense, pela segunda fase do estadual, aumentaram a carga física dos atletas.

Após terminar a Série A 2020 e iniciar 2021 com grande atuações, o Ceará de Guto Ferreira parece ter atingido o limite de rendimento e de repertório tático tendo em vista que o treinador alvinegro não conseguiu extrair nada de diferente em situações adversas. Se antes tinha um trabalho incontestável, o ‘Gordiola’ tem recebido uma enorme pressão para sair do cargo.

Frustração alvinegra

O fato é que as eliminações em sequência e a brusca queda de rendimento minaram o ano do Ceará. A frustração por não ter ganho um título, ter sido eliminado na Sul-Americana por time abaixo e uma eliminação acachapante para o Fortaleza no maior Clássico-Rei da história fizeram com que o Vovô só tivesse a Série A para evitar um vexame completo. Não cair ou ir para Copa Sul-Americana não será o bastante para a torcida alvinegra. Será apenas um consolo para quem ficou tão machucado em apenas dias.

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