Fortaleza FUTEBOL FEMININO

Preparação, metas e desafios; Confira a entrevista com Gildo Ferreira, gestor da equipe feminina do Fortaleza

Foto: Thais Pontes/Fortaleza EC

Na etapa final para a estreia no brasileirão feminino A2, a equipe feminina do Fortaleza finaliza os últimos detalhes e almeja metas para a temporada

As Leoas, do Fortaleza Feminino, iniciou a preparação para a temporada de 2021 antecipadamente, e busca obter um desfecho positivo em seu principal objetivo do ano: Chegar as finais do campeonato brasileiro da série A2. Sobretudo, a equipe também enfrenta desafios e busca superar-los com resultados favoráveis dentro de campo e, consequentemente, concluir o planejamento e metas para o ano. Em virtude disso, o ‘Portal Futebol Cearense’ realizou uma entrevista com o gestor do Futebol Feminino do Fortaleza, Gildo Ferreira. Confira a entrevista completa abaixo:

Como anda a preparação das Leoas para esse início de temporada? Qual o planejamento e metas para o ano inteiro?

“Tivemos um início de temporada antecipada em relação ao ano passado. Conseguimos um tempo maior para treinar. Optamos pela manutenção de 80% do elenco. Isso facilita em evitar a transação de desligamento de rescisão e de contratação. Assim, foi muito melhor do que da outra temporada, então isso nos permitiu mais tranquilidade para poder ter uma janela maior antes da estreia. E o nosso planejamento é chegar até as finais, a gente ambiciona com certeza em acender para a Série A1, mas temos uma metodologia que é mirar no sol para atingir na lua. Nosso objetivo é chegar as finais da competição do Campeonato Brasileiro da Série A2.”afirmou, o Diretor.

O que levar de motivação de 2020?

“Olha, esse bater na trave do ano de 2020 acendeu uma luz, né? Azul, diga nem vermelha, nem verde, mas uma luz azul. E ela simboliza que a gente tinha condição sim de acender pra Série A1. Eu digo mais, a gente tem condição de ir até as finais, a gente viu o nível que estava. O nível do nosso time, o nível de competitividade, a entrega do técnico Igor Cearense, que tinha e tem um time nas mãos, um elenco que nos orgulhamos. Não é atoa que mantemos 80% desse elenco e realmente brigou ali para ser para acima dele. Mas assim do Bahia, né? A equipe baiana também mereceu, assim como tivessemos passado, não teria sido nenhum absurdo. E essa motivação vai ter que reverberar agora. Estamos com os pés no chão, sabendo o que tem que fazer um trabalho jogo após jogo. E as contratações pontuais como falamos vão surtir efeito e sabemos que as atletas estão vindo para suprir algumas deficiências que temos. E eu acredito que esse ano vamos acender para a Série A1. Esse é o nosso pensamento, é o nosso foco, nosso objetivo e a nossa confiança” pontuou, Gildo Ferreira.

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O Fortaleza feminino manteve uma base do elenco do ano anterior e apresentou quatro reforços para a atual temporada, como você acha que isso pode ajudar a equipe?

“No entendimento do Igor Cearense e da Renata Kóki, a nossa coordenadora técnica, que que está auxiliando ele nas contratações, precisava sim a gente dar um um sangue em algumas posições. Dar um sangue novo em algumas posições. E isso foi feito e fomos buscar no cenário local e também nacional e quem sabe até internacional. Temos essas quatro contratações, talvez mais uma ou duas. E aí fecha esse ciclo de contratação e também estamos observando o mercado exterior. Sabemos que no futebol feminino, em relação ao futebol profissional, tem um valor de custo de gastos, de contratação bem aquém, muito aquém do que é o futebol masculino. Estamos evitando algumas oportunidades que estão surgindo e quem sabe aí pinta alguma novidade” citou, Gildo Ferreira.

Infelizmente a visibilidade e, consequentemente, os patrocínios/apoiadores ainda é bastante difícil no futebol feminino, ainda será um grande desafio para essa temporada?

“Sempre é um desafio gigantesco, sabe? Agradecer a diretoria, o empenho de reservar uma quantidade, um aporte para o futebol feminino. Tem isso no planejamento passa uma mensagem positiva para mim enquanto gestor. É sinal que estão vendo o crescimento do departamento, mas sabemos que é um valor ainda bem aquém daquilo que precisamos. Para criar uma estrutura física, dar um conforto melhor, muito embora já estamos utilizando a mesma aparelhagem, por exemplo, do futebol profissional, como academia estava à disposição, os campos que foram inaugurados lá no CT. Então, é feliz porque temos uma estrutura já montada que é utilizada pelo masculino que também fica à disposição do feminino, mas precisamos ter uma autonomia, todo caminho tem as suas particularidades. E temos uma grande dificuldade, fazemos um apelo a classe empresarial local, em especial às mulheres empresárias que possam aí chegar junto. O olhar para o futebol feminino como uma oportunidade, em contar com a marca Fortaleza é muito forte. Tem o seu valor e pode ser que pode ser não, acredito que vamos ganhar uma repercussão muito maior. Futebol feminino a nível nacional, não é o mesmo a três anos atrás e a daqui a três anos não vai ser mais o mesmo. Acredito que haja um upgrade, a visão da torcida em relação ao futebol feminino já está acontecendo. E isso vai facilitar.” disse, Gildo Ferreira.

As Leoas estreiam neste domingo, 16, às 15h, no duelo contra o Tiradentes/PI, no estádio Domingão, em Horizonte. A partida é válida pela primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino A2 2021.

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