Ceará Copa Sul-Americana

Altitude, brasileiros e força dentro de casa: conheça o Jorge Wilstermann, rival do Ceará na Copa Sul-Americana

Foto: Divulgação

Clube boliviano vem ganhando notoriedade continental

Na quarta-feira, 21, o Ceará fará um duelo histórico na Arena Castelão: enfrentará o primeiro time internacional de forma oficial em sua mais que centenária história. O adversário será o Jorge Wilstermann, da Bolívia.

O duelo acontecerá às 19 horas com transmissão apenas da Conmebol TV.

Anúncios

História

A fundação do clube foi iniciativa de um grupo de trabalhadores da empresa aérea Lloyd Aéreo Boliviano, inicialmente com foco em três esportes: futebol, tênis e xadrez. Anos depois, em 1953, ocorreu a mudança do nome para o Club Deportivo Jorge Wilstermann, em homenagem ao primeiro piloto comercial na Bolívia.

Ao longo dos anos, o Jorge Wilstermann se consolidou como uma das principais referências do futebol boliviano. Tem 15 títulos, sendo o último o Clausura 2019, e 8 vice-campeonatos da Primeira Divisão da Bolívia, 21 participações em competições internacionais, sendo o primeiro clube do país a participar da Copa Libertadores, em 1981.

A equipe retornou a primeira divisão em 2012.

Brasileiros recentes

Atualmente, a equipe boliviana conta com o meia brasileiro Serginho em seu elenco, mas nos últimos anos contou com as passagens do zagueiro Alex Silva, ex-São Paulo e Flamengo, e do centroavante Lucas Gaúcho, revelado pelo Tricolor Paulista.

Aos 36 anos, Serginho é uma das referências técnicas do time e está no clube desde 2017, quando saiu do XV de Piracicaba, de São Paulo, para acertar com o Jorge Wilstermann.

Temporada irregular

Na atual temporada, o Aviador, apelido do clube, disputou apenas seis partidas sendo quatro pelo Campeonato Boliviano e duas pela Copa Sul-Americana. Na liga nacional, a equipe ocupa o amargo 14° lugar com apenas uma vitória em quatro jogos sendo outras três derrotas com cinco gols marcados e nove sofridos.

Antes da quinta rodada, os clubes da primeira divisão da Bolívia anunciaram a suspensão dos jogos, após o sindicato nacional dos jogadores do país (Fabol, na sigla em espanhol) informar que os atletas não se apresentariam para jogar as partidas marcadas. Um acordo entre as partes remarcou os duelos para o próximo dia 25.

Esse é o pior início de campanha do Aviador desde que voltou a primeira divisão, em 2012. Com os resultados ruins, a torcida pressiona para a saída do técnico Mauricio Soria.

Na ‘Sula’, o Jorge Wilstermann passou pelo Clube Atlético Palmaflor, também da Bolívia, para avançar ao Grupo C, do Ceará. Foram duas vitórias por 2 a na fase preliminar.

Destaques e desfalques

Além do brasileiro Serginho, o meio-campo boliviano conta com outro jogador conhecido no futebol brasileiro: Patito Rodriguez, com passagem pelo Santos.

Os principais destaques do Jorge são o argentino Cristian Chavéz, volante e capitão da equipe, e o centroavante colombiano Humberto Osório, que marcou quatro gols nos seis jogos da temporada 2021.

A equipe poderia ter um elenco mais forte, mas dois dos principais destaques da última temporada saíra. O zagueiro Edward Zenteno e o lateral-esquerdo Juan Pablo Aponte são perdas que ainda não tiveram reposição a altura.

Do atual plantel, o goleiro paraguaio Arnaldo Giménez e o zagueiro Ronny Monteiro estão entregues ao departamento médico com contusões graves e ficarão meses sem atuar. Na lateral-esquerda, principal carência do time, Jorge Ortiz, de 36 anos, se recupera de uma lesão para retornar a equipe, mas deve perder os próximos jogos.

Ataque dentro de casa e defesa fora dela

Com a altitude de 2.560 metros de Cochabamba, na Bolívia, o Jorge Wilstermann costuma atacar seus adversários de forma mais agressiva, mas quando tem que jogar longe dos seus domínios, o Aviador costuma sem uma equipe muito defensiva para apostar na velocidade de Serginho e companhia. Em casa, a equipe é considerada um forte mandante e já mostrou isso ao vencer Palmeiras, Atlético-MG e Vasco.

O técnico Maurício Soria costuma escalar a equipe num 4-2-3-1 para forçar a bola no seu centroavante, Humberto Osório, e aposta muito na velocidade dos seus pontas ou alas.

Segundo levantamento, o aproveitamento do time boliviano contra times brasileiros não é nada animador. Em oito jogos em terras tupiniquins, são dois empates e seis derrotas com apenas dois gols marcados e vinte e dois sofridos.

2020: Athletico-PR – 0X0

2019: Athletico-PR – 4×0

2018: Vasco – 4×0

2017: Atlético-MG – 0x0

2017: Palmeiras – 1×0

2011: Internacional – 3×0

2004: Santos – 5×0

1999: Corinthians – 5×2

Deixe uma resposta