COPA DO BRASIL Entrevistas Ferroviário

Diá desabafa após erro de arbitragem em eliminação do Ferroviário: ”A gente foi prejudicado por esse assalto à mão armada”

Foto: Lenilson Santos/Ferroviário AC

Na noite dessa quarta-feira (15), o Ferroviário empatou com o América-MG, pela Copa do Brasil, em 1×1. Felipe Azevedo abriu o placar, aos 17 minutos do primeiro tempo. O gol do Tubarão foi marcado aos 49 do segundo tempo, por Augusto.

Com isso, a decisão da vaga para a terceira fase da competição foi para as penalidades. Melhor para o Coelho, que venceu por 3×2 e ficou com a vaga. Mas foi nos penais, que ocorreu o lance mais polêmico do confronto. Na primeira cobrança do Ferrão, Adilson Bahia mandou no travessão. A bola desceu e caiu dentro do gol. Mesmo com o bandeirinha ao lado do gol, para evitar erros nesse tipo de lance, a arbitragem invalidou de forma equivocada, o gol Coral.

Após o jogo, o técnico do clube, Francisco Diá, deu entrevista a Rádio Assunção Fortaleza e o ponto principal, foi justamente a polêmica de arbitragem. Antes do comandante Coral se posicionar, o Presidente do Clube, Newton Filho, disse que pretende ir aos tribunais. Confira a entrevista do técnico do Peixe:

Kilmer de Campos, Rádio Assunção Fortaleza: ”Porque o Ferroviário foi apático no primeiro tempo, diferentemente do segundo?”

Francisco Diá, técnico do Ferroviário: ”Nós sabíamos da dificuldade, que íamos encontrar. O América veio fazendo uma pressão muito forte, marcando no campo do adversário. Eles molham o campo e a bola fica muito rápida. E conseguiram nos envolver. Nós sabíamos que com esse tempo de paralização, nós sabíamos que 20, 30 minutos, íamos sofrer um pouquinho. Mas também sabíamos que as substituições que nós poderíamos fazer, a nossa equipe poderia dar uma crescida de produção. Acredito que eles fizeram um grande primeiro tempo, mas a gente fez um grande jogo no segundo tempo. Poderíamos ter saído com o placar, sem precisar ir para os pênaltis. Teve o lance de Bahia [se referindo ao atacante Adilson Bahia], teve uns dois ou três, teve a bola na trave de Roni. Nós já merecíamos o gol. O Augusto não está em sua melhor forma e treinou poucos dias. Precisaria de três ou quatro semanas, com uma semana resolvemos trazer. Tivemos a perda do Rato [referindo-se ao meia Wallace Rato, que foi desfalque por lesão], afirmou.

O técnico ainda completou, na mesma resposta: ”Isso aí nos dificultou um pouquinho, para nós entrarmos no jogo. Mas no segundo tempo, a gente equilibrou, e tá de parabéns, todo o grupo. Poderíamos ter saído com a classificação, se não fosse esse trio de arbitragem, que eu acredito que precisaria ter saído de camburão, hoje. Eu tenho 25 anos de carreira e nunca vi ninguém anular um gol de pênalti. A gente do banco, viu que a bola entrou, e tá aí, a televisão mostrando que o gol foi legítimo. Isso aí desestabilizou um pouco, os nossos batedores, onde a gente foi prejudicado demais e poderíamos ter saído, com a classificação.”

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Kilmer de Campos, Rádio Assunção Fortaleza: ”Diá, não faltou um pouco mais de cobrança, na hora, um capitão cobrar do árbitro? Eu notei que ficou todo mundo aceitando de forma pacificamente, aquele erro grotesco, absurdo.

Francisco Diá, técnico do Ferroviário: ”É, mas o bandeirinha estava em cima do lance e chamou a responsabilidade pra si. Alguns jogadores ainda reclamaram, mas não tem o VAR. Eu acredito que na Copa do Brasil era pra existir o VAR e terminou a gente sendo prejudicado. Dificilmente o juiz volta atrás, a não ser que tenha um delegado de uma partida, alguma coisa desse tipo ou o próprio bandeirinha, pra ele voltar. Mas se ele não estivesse mal intencionado, talvez fosse o contrário, ele não tinha dado essa classificação pro América. É uma covardia muito grande, o que ele fez com a gente, com o nosso grupo. Jogadores foram valentes, determinados. E tá todo mundo triste, mas acredito que a CBF vai tomar todas as providências.”

Kilmer de Campos, Rádio Assunção Fortaleza: ”Qual foi o papo que rolou no pós jogo, no vestiário, teu e com os teus jogadores, depois dessa arbitragem horrorosa, hoje, aqui, em Belo Horizonte”

Francisco Diá, técnico do Ferroviário: ”Eu parabenizei o grupo, pelo segundo tempo. Os jogadores foram valentes, determinados. Jogaram com o América, um gigante, hoje no futebol brasileiro, na Série A. O Ferroviário tem um time que foi montado há três ou quatro meses, que tem dado alegrias. E hoje poderia ter sido mais uma. E como eu falei, foi mais uma vez, que a gente foi prejudicado por esse assalto à mão armada, aqui no campo do América, em Belo Horizonte.”

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