Entrevistas FUTEBOL FEMININO

Ex-Ceará e Fortaleza, cearense chega a final da Copa Libertadores Feminina

Foto: Arquivo Pessoal

Profissional trabalhou nos dois maiores clubes do Estado

Neste domingo, 21, a Ferroviária será o Brasil na Copa Libertadores de Futebol Feminino ao enfrentar o América de Cali na final do certame continental. A bola rola às 19h30 com transmissão da Band em rede nacional.

A decisão acontecerá no Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires, na Argentina.

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Na semifinal, a equipe brasileira eliminou o Universidad de Chile nos pênaltis ao vencer por 7 a 6 após um empate sem gols no tempo normal. Na outra chave, o América de Cali impossibilitou uma reedição da temporada passada ao despachar o Corinthians também nas penalidades. A Ferroviária vai em busca do seu segundo título (campeã em 2015) enquanto as colombianas tentam a conquista inédita.

Representante cearense na final

O Estado do Ceará terá uma representante na final entre Ferroviária e América de Cali, pois a preparadora física, Raquel Ferreira, trabalha na comissão técnica da equipe brasileira. Especialista em fisiologia do exercício, além de ter a Licença B da CBF, Raquel vem ganhando espaço entre os grande profissionais do setor.

Antes de seguir como preparadora física, Raquel foi jogadora de futebol e iniciou a carreira aos 13 anos do Menina Olímpica. Natural de Aquiraz, a jovem se destacou na equipe cearense e foi convocada para a Seleção Brasileira Sub-17.

Mesmo com destaque dentro do campo, algumas lesões atrapalharam seu percurso e Raquel resolveu estudar. Primeiramente, se especializou como analista de desempenho e seu primeiro trabalho foi na retomada do Ceará.

“Fui para a Seleção Sub-17, mas tive algumas lesões e isso me despertou o desejo de participar da comissão técnica. Fiz um curso de análise de desempenho. Em 2019, o Chagas e o Orlando Júnior, com quem trabalhei no Menina Olímpica, assumiram o Ceará e me convidaram para participar da comissão técnica. Entrei como analista e ajudei na preparação física. Depois de formada, assumi de vez até a saída do treinador. Foi a primeira competição nacional. Fomos campeãs cearense também.”

Após passagem pelas Meninas do Vozão, Raquel saiu do Ceará e foi convidada por Chagas, que também foi para o Leão, para trabalhar no Fortaleza na temporada seguinte. O Tricolor quase conquistou o acesso à elite nacional.

“Em termos de estrutura, os clubes cearenses tem dado boas estruturas para as atletas trabalharem e melhorarem sua performance, além da qualificação de profissionais para conquistarem o acesso a Série A-1.”

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