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Vacinado e herói: Na linha de frente contra Covid, revelação do Ceará faz gol na Copa do Brasil

Foto: Fábio Lima/GE Piauí

Colorado venceu o Dragão Sergipano por 1 a 0

Na noite desta quarta-feira, 10, o 4 de Julho conseguiu a inédita façanha de avançar de fase na Copa do Brasil ao vencer o Confiança por 1 a 0 com gol do zagueiro Caio Lima.

O time de Piriri, no Piauí, embolsou R$ 675 mil com a classificação e aguarda o vencedor de Sergipe e Cuiabá para saber o adversário da segunda fase.

Autor do gol tem elo com o Ceará

Apesar de ser piauiense, Caio César Lima, de 26 anos, foi revelado pelo Ceará. Natural de Piripiri, o zagueiro chegou ao Vovô em 2010, aos 16 anos, e deixou o clube em 2013, para se dedicar a faculdade de fisioterapia. Em 2014, voltou a jogar futebol quando voltou para sua terra natal e iniciou sua história no 4 de Julho, equipe que defende desde então, com rápidas saídas, inclusive para o Tianguá, cidade do seu trabalho.

Além de zagueiro, Caio Lima é fisioterapeuta de um hospital de Tianguá, a 310 km de Fortaleza, e atua na linha de frente contra a COVID durante a pandemia.

Recentemente, o defensor recebeu a CoronaVac, imunizante fabricado pelo Instituto Butantan e a empresa chinesa Sinovac, e continuou os seus dois maiores desafios da vida: defender a população contra o vírus e o 4 de Julho na Copa do Brasil.

Na linha de frente contra a Covid, zagueiro é o 1º jogador vacinado do Piauí: “Sentimento de esperança

Eu treinava de manhã até 10 horas, às vezes saía na metade do treino e tinha que para Tianguá. Entrava no plantão meio-dia, ficava até meia-noite às vezes e tinha que voltar às 5h para voltar para Piripiri para treinar novamente.

Caio em entrevista para Renan Morais, no Globo Esporte

Campeão piauiense pelo 4 de Julho, Caio Lima vai disputar, além da Copa do Brasil, Série D e está no grupo do Ceará na Copa do Nordeste, mas vai continuar dividindo seu dia a dia com os plantões na Unidade de Terapia Intensiva do hospital São Camilo, onde trabalha em Tianguá.

O gol nos acréscimos é simbólico, pois nesta quarta-feira, 10, o Brasil bateu o recorde de mortes registradas em 24 horas desde o início da pandemia: 2.286.

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