Entrevistas Fortaleza

“A parte que me preocupa mais é a pouca efetividade” analisa Chamusca, após derrota para o Sport

Foto: Reprodução/TV Leão

Treinador tricolor concedeu entrevista coletiva após derrota para o Sport

Após a derrota por 1 a 0 para o Sport nesta quarta-feira (6), o treinador do Fortaleza, Marcelo Chamusca, concedeu entrevista coletiva à imprensa. O comandante tricolor falou acerca de mais uma derrota sob o seu comando, o rendimento dos jogadores e o seu trabalho até aqui.

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Avaliação sobre o jogo

Perguntado sobre a sua avaliação da partida e o que faltou para a equipe tricolor vencer o adversário, Chamusca respondeu:

A avaliação do jogo é muito simples e clara. Se você pegar os números do jogo, vão mostrar bem que finalizamos bem mais que o adversário. Nós finalizamos 17 vezes, contra 6 apenas do Sport, que foi o gol. E das 17, nós tivemos 7 bloqueios, 9 finalizações para fora e acertemos o alvo apenas uma vez (gol anulado). A partir do momento que o Sport fez o gol, foi um jogo de ataque contra defesa, só que a gente com alguma dificuldade, até criamos algumas situações interessantes, mas, mais uma vez, uma efetividade muito baixa.

Atual momento do Fortaleza

Questionado por Lucas Silva, jornalista do Portal Futebol Cearense, acerca do seu atual momento do clube sob o seu comando, o treinador leonino falou:

Em termos de resultado: péssimo. Não tem como você pegar um aproveitamento dos nossos jogos a partir do momento que eu cheguei, e falar que o aproveitamento é bom. Agora, na maioria dos jogos em que nós ou empatamos ou fomos derrotados, nós jogamos melhor que o adversário. Então, não é uma questão apenas de uma análise de resultados, é analisar a performance, os números são muito ruins. A avaliação é essa.

Melhoria no ataque

Chamusca foi indagado sobre qual setor precisa melhorar no ataque, o de criação ou de finalização de jogadas. O comandante respondeu:

Hoje faltou os dois. Faltou um pouco mais de construção, jogadas mais limpas para os atacantes. E, quando nós conseguimos construir jogadas com alguma clareza, a gente finalizou 17 vezes e acertou o alvo apenas uma vez. Então, é a parte que me preocupa mais é a efetividade, e o número muito baixo de acertos. [..] De fato, a gente tem tido uma efetividade muito baixa. O jogo onde tivemos uma melhor efetividade, foi o jogo que ganhamos do Botafogo, onde a gente finalizou pouco e aproveitou bem as poucas finalizações que tivemos.

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Baixas no elenco

O Fortaleza teve dificuldades na partida de hoje com o grande número de desfalques de jogadores infectados com Covid-19. Sobre essa questão, Chamusca falou sobre as baixas no time e como se ajustar a elas:

Se eu falar que os jogadores que não vieram não tiveram peso em relação ao resultado, eu vou estar mentindo. São importantes para formar equipe e, principalmente, para substituir no segundo tempo. Nós começamos hoje com onze jogadores que a maioria deles foram titulares em algum momento. Então, a formação a gente não perdeu muito, mas nas substituição a gente perdeu. Por exemplo, hoje, o Gabriel (Dias) baixou a parte física e eu tive que colocar o Torres para fazer a ala direita, sendo que ele é um atacante. Tivemos dificuldade em repor os volantes, acabou jogando Derley e o Bruno (Melo) tentando fazer um corredor para aproximar do Carlinhos e do Yuri (César) para construir algumas situações.

Jogo contra o Grêmio

A respeito da partida contra o Grêmio, que acontecerá no próximo sábado (9), Chamusca foi perguntado se a estratégia para parar os gaúchos seria a mesma usada contra o Flamengo. O técnico leonino respondeu:

O Grêmio tem uma característica totalmente diferente do jogo que fizemos hoje. Se assemelha muito mais à característica do Flamengo, um time que gosta de propor, atacar, entra com muitos jogadores no campo do adversário. Então, provavelmente vamos ter que mudar. Hoje foi um jogo em que a gente tomou um gol muito cedo, e tivemos que tomar o controle do jogo e ser propositivo durante quase todos os 80 minutos seguintes.

Dificuldades em assimilar ideias de trabalho

Questionado se os seus atletas estão encontrando dificuldades para incorporar suas ideias de jogo, Marcelo falou:

Não, não tem dificuldade nenhuma. Se você for pegar a forma que o Fortaleza vem jogando, a gente no último jogo fez uma alteração, tirou um atacante e colocou o João Paulo, que é um meia de origem, mas as mecânicas que a equipe tem foram preservadas. E a questão do Fortaleza não é falta de mecânica, construção de jogo, desorganização, onde os jogadores não sabem o que fazer em campo, nas fases do jogo, eu estaria muito preocupado. Mas não é isso o que acontece, os jogadores sabem o que precisam fazer, conseguem, na maioria dos jogos, seguir e serem fiéis ao plano de jogo que está sendo montado, mas não estamos conseguindo ser efetivos nos resultados.

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