Fortaleza

Bergson comenta caso de racismo na Champions League e elogia atitude dos jogadores

(Foto: Bruno Oliveira/Fortaleza EC)

Bergson elogiou atitude dos jogadores do PSG e Istanbul Basaksehir

Chances perdidas

Nesta quarta-feira, 9, o atacante Bergson, do Fortaleza, concedeu entrevista coletiva. Para iniciar a conversa, o atleta comentou sobre as chances desperdiçadas nos jogos do Leão. O atacante diz que Marcelo Chamusca, treinador da equipe, tem cobrado os jogadores nesse quesito, para terem um pouco mais de capricho, na hora de finalizar:

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“Ele tem cobrado a gente bastante nisso. Além de ter cobrado ele está botando em prática nos treinamentos, está pedindo para a gente ter mais capricho na hora de terminar as jogadas. A gente é consciente disso, que a equipe está criando, e a gente precisa conseguir concluir em gol, e é isso que a gente está trabalhando para fazer”.

Próximo adversário

O próximo oponente do Fortaleza no Campeonato Brasileiro será o RB Bragantino, no próximo sábado, 12, em Bragança. Dessa forma, Bergson comentou sobre as características do adversário:

“Acho que é uma equipe boa, que também tem jogadores de qualidade. Do meio para frente são bastante criativos , e do meio para trás tem uma saída de bola boa, com qualidade. Goleiro que joga com os pés também, os dois defensores que tem o passe entre as linhas, então é uma equipe que também está criando confiança. Mas é como eu falei, a gente tem que se preocupar muito com o nosso, temos que ver o que a gente tem que fazer de melhor”.

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Racismo na Champions

Nessa terça-feira, 8, o jogo entre PSG e Istanbul Basaksehir, foi paralisado após mais um triste caso de racismo, dessa vez, vindo do quarto árbitro da partida. Com isso, Bergson, elogiou a atitude dos jogadores, que deixaram o campo, após os insultos proferidos pelo romeno Sebastian Colțescu:

“Os jogadores foram muito felizes quando saíram do campo, porque daqui a pouco é um grito, uma posição que começa a ganhar mais força. Então se pode tirar algo de positivo, foi a atitude dos jogadores de sair do campo, que fizeram o que tinha de ser feito. Nós que somos negros, sabemos a dificuldade de ser isso dentro da nossa sociedade. Então acho que dentro de uma política correta a gente concorda com a atitude dos jogadores. Mas faria algo muito pior se tivesse uma cabeça quente. Então, creio que combater isso é com o dialogo, não adianta a gente chegar e querer fazer justiça com as mãos. Temos que entender que somos todos iguais, independente da cor de cada um. A gente só vai ser um ser humano melhor, se a gente aceitar cada um do jeito que é”, finalizou.

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Guilherme de Andrade
Tenho 19 anos e curso jornalismo.
http://guilhermesport.wordpress.com

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