Coordenador do futebol feminino do Ceará fala sobre protocolo adotado pelo clube

Foto: Witon Hoots/Ceará SC

O gestor do Vozão falou em entrevista ao site do clube sobre as decisões tomadas pelo clube durante a pandemia, para proteger a modalidade feminina do clube

O coordenador do futebol feminino do Ceará, César Molina, concedeu entrevista ao site oficial do vovô, onde falou sobre as medidas adotadas pelo clube para o retorno do elenco as atividades visando a volta do Brasileirão Série A2. Ontem, em Porangabussu, as atletas passaram por testes para covid-19.

Ativo desde 2018, o departamento passa, gradativamente, por reformulações estruturais e de profissionais para melhor atender o crescimento na modalidade. Molina chegou ao clube no início da temporada. Confira as aspas do Coordenador Alvinegro:

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cearasc.com: O que o Ceará fez, em termos de preparação, para manter o elenco do futebol feminino ativo?

César Molina: Desde que soubemos da paralisação a nossa preocupação era deixar todas as atletas em condições atléticas para um possível retorno das competições. Realizamos treinos virtuais e continuamos o acompanhamento da alimentação delas. Honramos também com todos os compromissos contratuais com todas as atletas, e a partir daí administramos a ansiedade natural que ia crescendo entre elas na medida que o tempo ia passando e as competições não voltavam. A partir do momento em que a CBF definiu o retorno das atividades aí a coisa fluiu mais naturalmente. Elas sempre estiveram conscientes de que o clube não as abandonaria.

cearasc.com: Ao contrário de alguns clubes do país, o Ceará não perdeu nenhuma atleta durante a pandemia, alguns até liberaram o time todo. O que pesou para que o clube conseguisse manter seu elenco para a sequência da temporada?

César Molina: Nossa primeira medida foi mostrar a elas que o clube não as deixaria na mão. Infelizmente o cenário da modalidade no país ainda requer muita atenção em momentos como esse. A preocupação do Ceará sempre foi a de dar total cobertura as nossas atletas, e nós conseguimos. Enquanto o cenário da modalidade ia se desenvolvendo de uma forma que não respeitava as atletas, o Ceará seguia em uma linha contrária. O clube em nenhum momento pensou em redução salarial ou em tempo de contrato delas. Isso foi dando segurança as nossas atletas e nos respaldando positivamente. No Ceará nós temos atletas que vieram de outros estados e que residem na cidade sob nossa custódia. O clube tem também essa responsabilidade social e esse respeito por elas. Tudo isso foi importante para que mantivéssemos o elenco que montamos no início da temporada. Nosso foco continua sendo o acesso a elite nacional.

cearasc.com: Qual foi o papel do Ceará, em conversas com a CBF, para agilizar e ajudar no processo de retorno das competições no país?

César Molina: A CBF, na pessoa do Romeu de Castro, Supervisor de Competições de Futebol Feminino da entidade, sempre esteve em contato conosco para saber os caminhos que o clube iria seguir para passar por esse turbilhão de mudanças que a pandemia trouxe. A partir desse contato nós começamos a participar de reuniões virtuais com outros grandes clubes do país, e o que a gente vinha fazendo aqui com as atletas ia sendo relevante para que se tomasse as decisões para o retorno.

cearasc.com: Como foi montada a logística para que as atletas fizessem os testes para o retorno e quais são os próximos passos?

César Molina: Os testes tiveram todo o acompanhamento e respaldo do departamento médico do clube. Utilizamos a estrutura no CT de Porangabuçu e a coleta foi feita com o mesmo laboratório que vem testando o time de futebol profissional masculino do Ceará na Série A. Ao todo foram testadas 40 pessoas entre atletas, comissão técnica e staff. Assim que tivermos os resultados, que deve sair em até 48h, nós vamos dividir os grupos que primeiro farão uma avaliação física e metabólica, para só depois iniciarmos os treinos técnico e tático com a comissão técnica. Nosso próximo jogo está previsto para o final de semana dos dias 24 e 25 de outubro, e até lá vamos sentindo o momento para definir se faremos jogos treino com a equipe.

cearasc.com: Diante de tudo isso que você apontou, o quanto você acha que o Ceará estar preparado para a retomada das atividades e ir em busca do acesso?

César Molina:Nós temos um ponto positivo é que 70% das nossas atletas moram juntas. Isso nos ajudou demais na manutenção da preparação física delas e pudemos acompanhar o rendimento dos treinos mesmo sendo ainda com as limitações de ser um treino dentro de casa. A parte de prevenção e força foi toda feita. Nós realizamos trabalhos funcionais com elas e essa parte está bem controlada. Nossa atenção e preocupação é realizar um trabalho mais condicionado na resistência física delas. Eu acredito que não perdemos muito disso em relação aos nossos adversários que disputam a Série A2.

O elenco principal voltará a disputar uma partida oficial apenas no dia 25 de outubro, diante do Tiradentes-PI, pela segunda rodada do Brasileirão Série A2. São sete meses de atividades paradas.

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