CBF fecha acordo por direitos de transmissão do Brasileirão para o exterior

Objetivo de longa data da Confederação e dos clubes, venda dos direitos de transmissão do principal produto para o exterior se concretiza depois de várias frustrações

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das séries A e B do Brasileirão fecharam acordo para a comercialização dos direitos de transmissão do torneio para o exterior. A informação foi divulgada no próprio site da CBF. O contrato é válido para a edição atual e as próximas três (2021, 2022, 2023).

O contrato com a Global Sports Rights Management (GSRM) permite a exibição em TV aberta, TV fechada, Streaming, Internet e Pay per View e com o consórcio Zeus Sports Marketing/Stats Perform para direitos internacionais para Streaming for betting.

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Os clubes já haviam decidido à favor do acordo com as duas empresas no dia 17 de abril desse ano. Agora, a mandatária do futebol brasileiro faz o anúncio oficial, para formalizar a parceria. Na época, a CBF divulgou a seguinte nota:

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Comissão Nacional de Clubes (CNC), órgão estatutário da entidade com atuação independente, informam que na tarde desta sexta-feira, 17, em reunião por videoconferência com a presença de 31 clubes, foi concluída a primeira fase do processo de seleção das empresas para exploração dos direitos internacionais de transmissão do Campeonato Brasileiro, Séries A e B, e os direitos internacionais para streaming for betting.

A decisão foi tomada com o voto exclusivo dos clubes após minucioso trabalho coordenado e apresentado por um grupo técnico formado por dirigentes dos times. O processo de seleção foi iniciado há mais de 10 meses e marcado pela união da CBF e dos clubes para definições estratégicas em relação à projeção do Campeonato Brasileiro no exterior. A CBF abriu mão de qualquer participação econômica no contrato em favor dos clubes.

Antes da definição foram avaliados os modelos de negócio, de cada uma das empresas interessadas, em relação às formas de distribuição do produto, experiência em projetos desta natureza, sistema de remuneração dos clubes e capacidade de inovação na área tecnológica.

Baseados nestes aspectos, os clubes optaram, nessa primeira fase, pela proposta das empresas Global Sports Rights Management (GSRM) para direitos internacionais para TV aberta, TV fechada, Pay Per View, internet e OTT/streaming; e pela proposta conjunta das empresas Zeus Sports Marketing e Stats Perform para direitos internacionais para streaming for betting.

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A partir de agora o processo entra em sua segunda fase, quando as empresas selecionadas passarão por validação do escopo de trabalho, atendimento às normas de governança e conformidade, apresentação das garantias financeiras e formalização dos instrumentos contratuais. Até que esta fase esteja rigorosamente cumprida, os clubes e a CBF não consideram o processo concluído.

A intenção dos clubes é celebrar contratos com duração de quatro anos (2020, 2021, 2022 e 2023) e tendo como meta principal a ampliação da visibilidade do Campeonato Brasileiro no exterior, além do retorno financeiro aos clubes envolvidos.

Os modelos de negócio selecionados contemplarão pagamento de garantia mínima e, em relação aos direitos internacionais de transmissão, divisão de receita por performance de vendas. Estão previstos ainda investimentos nas áreas de branding, identidade visual, ações de ativação no mercado global e combate à pirataria. Além disso, garantem aos clubes uma gestão compartilhada das estratégias mercadológicas e controle, por meio de auditoria, dos resultados obtidos.

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O Presidente da CBF, Rogério Caboclo, falou sobre a concretização da venda dos direitos e falou da importância para os clubes brasileiros: “Esses contratos são a celebração da união da CBF e dos 40 clubes das Séries A e B em torno de um projeto que representa um desejo muito antigo do futebol nacional que agora se concretiza. É um passo fundamental para a internacionalização do Campeonato Brasileiro. Foi uma decisão construída coletivamente, a partir de um trabalho técnico minucioso e de alta qualidade. Mesmo no momento difícil que vive o esporte mundial, o campeonato mais equilibrado do mundo tem todas as condições de ganhar mercado”.

Em seu portal, a CBF publicou um breve resumo sobre cada grupo, explicando a atuação das empresas no futebol mundial e a participação em todos os continentes. Confira:

Sobre a Global Sports Rights Management

A atuação da GSRM terá como objetivo principal ampliar a visibilidade e o interesse de consumidores de todo o mundo pelo futebol brasileiro por meio da exibição das partidas em tevê aberta, tevê fechada, pay per view e streaming.

Além da venda direta dos direitos de transmissões a outros canais de televisão, a GSRM também vai criar uma plataforma de streaming (OTT) – desenvolvida e dirigida pela Fanatiz – para exibição de todas as partidas do Brasileirão das Séries A e B, por meio de assinaturas mensais, que poderá ser acessada no mundo todo, exceção feita ao território brasileiro. A previsão é de exportação integral e abrangente do Brasileirão, por intermédio da venda direta aos consumidores, e ainda explorar a criação de “branded content” e publicidade virtual durante as transmissões, entre muitas outras possibilidades de gerar ganhos para os clubes.

O principal foco de nosso trabalho é ampliar a visibilidade dos campeonatos brasileiros das Séries A e B no Exterior e levá-lo a um nível mais alto de exposição internacional. Hoje já há um grande interesse, não atendido, pelo futebol do Brasil em mercados da Ásia, da América Latina, da América do Norte e da Europa”, explica Hernan Donnari, CEO da GSRM. “O Brasileirão da Série A é uma das dez principais competições do mundo e o país é o exportador número um de jogadores no planeta. A isso se somam ainda sua moderna estrutura de estádios e a altíssima qualidade de sua produção audiovisual, o que faz do Campeonato Brasileiro um produto imperdível”, completou.

A GSRM é uma joint venture que reúne o conhecimento e o alcance de empresas como a Fanatiz, uma das plataformas de streaming da área de esportes que mais cresce no mundo, e que está presente atualmente em mais de 80 países nos 5 continentes; da 1190 Sports, empresa especializada em inovação em transmissões, gerenciamento esportivos e sports rights; e da 777, uma empresa privada de investimentos norte-americana especializada em áreas que incluem tecnologia, esportes, mídia, aviação, energia e seguros, entre outras.

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Sobre o consórcio Zeus Sports Marketing e Stats Perform

A Stats Perform, empresa líder em tecnologia de dados e IA (inteligência artificial), foi escolhida como a detentora exclusiva de direitos de streaming for betting e provedora de dados de apostas para o Brasileirão Série A e Série B. O acordo de quatro anos com a CBF e os clubes é um consórcio formado com a Zeus Sports Marketing (ZSM), uma agência com escritórios em Londres e Cingapura.

A combinação de dados ultrarápidos obtidos direto do estádio pela Stats Perform, o streaming ao vivo de baixa latência e o futebol de alta qualidade criam experiências de alto nível no mercado de apostas, considerado confiável pelos principais provedores, operadores licenciados de apostas esportivas e seus clientes.

“Estamos muito satisfeitos por termos sido escolhidos e pela confiança da CBF e dos clubes para oferecer experiências de apostas de alta qualidade. O Brasil produz o maior número de jogadores de futebol profissionais em todo o mundo e é emocionante estar envolvido neste momento. Estamos ansiosos para trabalhar com os campeonatos neste início de temporada”, comentou Alex Rice, Diretor de Direitos da Stats Perform.

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Os dados oficiais de apostas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro e os direitos de streaming for betting fazem parte do portifólio de conteúdo de apostas do Stats Perform, que também inclui o futebol espanhol com a La Liga, o futebol francês com Ligue 1, a MLS, a WTA e vários outros esportes e competições. Os direitos são distribuídos com segurança para criar experiências de apostas confiáveis e excepcionais online, no celular e em locais de apostas de varejo.

“A ZSM está satisfeita por ter construído este acordo comercial marcante entre a CBF, a Comissão Nacional de Clubes e o Stats Perform, que garante que o futebol brasileiro retorne à arena de apostas e dados. Estamos ansiosos para servir o Stats Perform, a CBF e todos os 40 clubes das duas principais divisões para trazer este conteúdo de futebol de alto nível para serviços em todo o mundo.” disse Josh Burack, sócio e diretor administrativo da Zeus Sports Marketing Asia Pacific.

A Stats Perform coleta os dados esportivos mais ricos do mundo e os transforma por meio de uma revolucionária inteligência artificial (IA) para desbloquear os insights mais aprofundados para mídia e tecnologia, apostas e desempenho de equipe. Com raízes de quase 40 anos, a Stats Perform resolve a natureza dinâmica do esporte – seja para mídia digital e de transmissão com narrativa diferenciada, empresas de tecnologia com dados confiáveis e rápidos que buscam impulsionar suas inovações, sportsbooks de apostas e serviços de integridade. Como empresa líder em dados esportivos e IA, a Stats Perform trabalha com as principais mídias esportivas globais, empresas de tecnologia, operadores de apostas esportivas, times e ligas.

Liderada por seus sócios fundadores Nick Haigh e Josh Burack, a ZSM trabalha com entidades que buscam entrar, crescer ou diversificar-se nos complexos negócios dos setores internacionais de esporte, mídia e tecnologia. A agência fornece inteligência estratégica para ajudar seus clientes a aumentar competitividade (para proprietários de direitos) ou reduzir a competição (para plataformas de mídia). A ZSM também é especializada em direitos de mídia internacional e distribuição de apostas / direitos de dados, além de auxiliar clientes com aquisições de direitos, fusões e aquisições. Trabalhos anteriores e atuais incluem: Jogos Olímpicos, UEFA Champions League, UEFA Europa League, FA Premier League, Fórmula 1, ATP Tennis, IAAF World Championships. Os parceiros clientes incluem: Stats Perform, Telia Company, Dentsu Inc., FIFA Club World Cup, Copa America Football, Premiership Rugby, J League Football, New Zealand Open Golf, The Boodles, entre outros.

Os valores das vendas giram em torno de 40 milhões de dólares (R$ 210 milhões). as agremiações da Série A ficarão com cerca de R$ 157 milhões (75%), as da Série B embolsarão outros 42 milhões (20%), e as equipes da Série C levarão os R$ 10,5 milhões restantes (5%). As informações foram inicialmente veiculadas pelo “Globoesporte”.

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