Especial Acesso Coral 2018 – Parte 3: “Antes de morrer, quero ver o Ferroviário na Série A”

Foto: Robério de Araújo/Arquivo Pessoal

O portal Futebol Cearense finaliza o especial em homenagem ao acesso do Ferroviário à Série C, em 2018, que completa dois anos nesta quinta-feira (9). Dividida em três partes, a série de textos aborda pilares da conquista como a montagem e a gestão do elenco, o grupo em si, além do impacto do feito histórico dentro da torcida coral.

As partes um e dois já estão disponíveis.

Sonhar não é proibido

O administrador Robério de Araújo, 50, já definiu um desejo que gostaria de realizar antes de morrer: ver seu amado Ferroviário atuar na Série A. Para os atuais parâmetros do clube, o passo parece bem distante. Contudo, se o elenco de 2018 pôde ensinar algo para os corais foi que sonhar não é proibido.

Quem acreditaria, ainda quando o Tubarão estava na Série B do estadual, o fundo do poço, que pouco tempo depois ele seria campeão nacional? Talvez, no máximo, os últimos sonhadores restantes em Elzir Cabral, ainda perplexos com a situação do Ferrão à época. Talvez nem eles.

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Mesmo anos depois, Roberio, fechando os olhos, consegue se teletransportar para aquela noite em Campina Grande. Ele estava lá, ao lado de outros tantos apaixonados pelo Peixe, no estádio Amigão. De joelhos, viu Edson Cariús sacramentar o acesso do Ferrão, algo que mexe com o coral até hoje. “É um prazer relembrar esse acesso. Eu tinha tanta certeza que tudo sairia bem. Uma coisa que o Ferroviário não tinha há muito tempo era sorte e até ela estava do nosso lado”, conta.

O administrador não poupa agradecimentos para os envolvidos nas conquistas históricas de 2018. Comissão técnica, jogadores, a direção. Segundo ele, para que os objetivos fossem alcançados, toda a instituição precisou se mexer e assim foi feito.

“Invadimos a Paraíba. Aquilo vai ficar para sempre marcado na história de quem ama o Ferroviário, como eu”, analisa.

Torcida do Ferroviário invadiu a Paraíba para acompanhar de perto o acesso coral [Foto: Robério de Araújo/Arquivo Pessoal]

Do início ao fim

Caio Caminha, 25, não se importa de ir trabalhar cansado após os jogos do Ferroviário. Desde que, é claro, o Ferrão faça sua parte. Durante a campanha de 2018, vários dias na semana do comerciante foram assim. Já que, faça chuva ou sol, com ou sem partida do Ferrão, ele está no Mercado Central auxiliando a mãe na loja da família.

Mesmo com as dificuldades de logística, assim como Robério, Caio estava no estádio Amigão para acompanhar a história sendo escrita. Era sempre uma viagem bate-volta, apenas para assistir o jogo. No retorno, além da estrada, o trabalho estava esperando. Se valeu a pena? “Todo o esforço que eu fiz com meu pai para ver o acesso e o título de pertinho foi recompensado. Repetiria tudo sem nem pensar”, afirma.

Caio e o pai, à esquerda, também estavam presentes na partida [Foto: Caio Caminha/Arquivo Pessoal]

Coral de longa data, mesmo jovem, Caio sabe muito bem como definir aquela campanha. “Uma emoção inimaginável”, diz. “Depois de tudo que passamos nos últimos anos, ninguém conseguia acreditar”, completa.

Assíduo, o comerciante pôde acompanhar toda a evolução da equipe na Série D. Desde o começo do trabalho, ainda com Maurílio Silva, até os momentos finais já com Marcelo Vilar. “Apesar da primeira fase invicta, foram quatro empates em seis jogos. Isso fez com que a gente brigasse pela vaga no mata-mata até a última rodada, praticamente. Além de levantar desconfiança por parte da torcida”, lembra.

Com Vilar, nomes como Juninho Quixadá e Cariús passaram a ter mais destaque na equipe. A dupla foi vital na campanha e o comerciante não esquece. “Quixadá ajudou demais o Ferroviário, principalmente no duelo contra o Campinense. Mas ainda fico com o Cariús como o nome do acesso e também do título. Hoje, para muitos, ele é o maior ídolo recente do clube”, pontua.

Como recordação de um ano mágico, Caio levou sua camisa até Elzir Cabral e conseguiu autógrafos de praticamente todo o grupo, além da comissão técnica. Uma relíquia para ficar guardada e ser exibida em sua parede por muitos anos. “Foi a maior campanha da história do Ferroviário. É o mínimo que posso fazer, além de agradecer”, finaliza.

A camisa de Caio autografada pelo elenco Coral [Foto: Caio Caminha/Arquivo Pessoal]
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