Aniversariante, Prass fala de ansiedade e sobre favoritismo na Copa do Nordeste

Foto: Stephan Eilert / Ceará SC

O goleiro já atuou em 13 jogos na atual temporada pelo Ceará

Aniversariante do dia, o goleiro Fernando Prass que completa 42 dois anos, foi o escolhido pela assessoria do Ceará para coletiva de imprensa, que nesta pandemia do novo coronavírus, vale lembrar, ocorre por meio de perguntas enviadas pelos jornalistas para a assessoria do clube que repassa pro jogador. Nela, Prass falou sobre diversos assuntos. Copa do Nordeste, ansiedade pela volta do futebol, sobre a situação que cada jogador pode encontrar neste período que antecede o reinicio dos jogos e as primeiras partidas.  

“Não só nos primeiros minutos, como também nos primeiros jogos, o jogador tem que cobrar muito sua parte mental, porque ele vai querer cobrar do corpo dele um desempenho que ele está acostumado a ter durante a temporada. Acho que os jogadores vão ter que ter essa inteligência emocional para poder entender o momento que está vivendo e os processos que vão ser passados até voltar à normalidade”, disse o jogador.

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Perguntado sobre uma possível vantagem dos times baianos por sediar a fase final da Copa do Nordeste, o goleiro Alvinegro foi taxativo e rechaçou qualquer favoritismo dos times locais: “Acho que não. Até porque vai ser de portões fechados, não vai ter público, não tem nada (sobre favoritismo). Conhecer o campo, as medidas são as mesmas, o tipo de grama é o mesmo, eu acho que isso é irrelevante”.

Sobre a ansiedade de poder voltar a jogar, Fernando Prass diz que é normal pelo atual momento e que treinar sabendo quando vai jogar torna o treino muito mais intenso.

“O jogo é totalmente diferente do treino, por mais que tu tentes levar as similaridades, situações de jogo, não tem como. O jogo tem alguns componentes diferentes, tem o componente mental também. Acho que a gente vai sentir dificuldades em pegar o ritmo de jogo de novo. Essa adrenalina da parte competitiva, isso faz muita diferença. As coisas tão se encaminhando aí pra dentro de um curto espaço voltarem os jogos, até o nível de concentração no treino ele já muda”.  

Sem data confirmada para o retorno do Campeonato Cearense, o Ceará por enquanto se prepara para entrar em campo contra o CRB, provavelmente dia 21 de julho, no Estado da Bahia, em jogo que deve marcar o retorno da Copa do Nordeste. O estádio e horário da partida ainda não foram divulgados.

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OUTROS TRECHOS DA ENTREVISTA DE FERNANDO PRASS

Sobre ansiedade e o longo tempo parado:

– São quatro meses né, praticamente sem jogos, três meses sem treinar, o jogador só passa por isso quando tem uma lesão. E ainda assim é uma situação diferente. Acho que todo mundo tá muito ansioso pra voltar. Tanto os jogadores, como a torcida tá ansiosa de ver futebol, porque futebol é entretenimento, é a paixão do brasileiro e ficar tanto tempo sem poder ver jogos, sem poder assistir e sem poder vibrar. Eu acho que é geral, acho que a ansiedade pelo retorno do futebol, ela é generalizada.   

Sobre dificuldade na volta ser maiores para o goleiro:

– Eu não acho que impacte no rendimento, mas como o goleiro é uma posição que o erro fica mais latente, mais nítido. Onde o erro é muito mais potencializado, é óbvio se tu tem um atacante, um goleiro, um meio campo e um zagueiro que tão no tempo de inatividade grande que eles vão ter seu rendimento prejudicado, óbvio que na situação do goleiro isso fica mais nítido, mais claro.   O goleiro de dez ações ele tem que acertar dez, se ele errar um simples passe o erro pode ser fatal, então eu acho que é mais por isso.

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Sobre sua condição física:

– Eu graças a Deus tive uma condição boa de poder trabalhar nessa parada, eu tive um profissional que me acompanhou diariamente, consegui durante um certo período, eu e o Richard alugamos um campo para treinar parte especifica, porque eu acho que o jogador que vai sentir mais dificuldade é o que não conseguiu trabalhar a especificidade. Por mais que o cara tenha trabalhado força, potência e velocidade, mas por exemplo um cara que trabalhou no pátio de casa ou na varanda, o cara vai consegui ali fazer dois ou três quilômetros, mas dentro da especificidade do jogo, mudança de direção, cabeceio, irregularidade do terreno, o jogo fica prejudicado. Eu fiz os testes de índices de força ali hoje e eu estou com índices melhores que antes da parada.

Sobre a mudança de treinador:

– Eu sou da linha que tem que ter continuidade no futebol, criar processos. Com pouco tempo e com a troca que a gente teve aqui, não teve tempo hábil para firmar processos. Então é uma situação que a gente vai ter, isso a gente está acostumado no futebol brasileiro. Não é o ideal, mas como tem essa dificuldade, a gente vai ter que passar por cima de outras várias dificuldades.

Sobre voltar com futebol no meio da pandemia:

– Receio a gente vai ter sempre, não de repente por nós, mas por pessoas próximas da gente que tenha algum problema de saúde e que seja do grupo de risco. Mas eu acho que cada um na sua área. Eu não posso entender que um infectologista venha dizer que eu bati na bola errado ou que o esquema tático estar errado. E também é impossível eu como um jogador, cientificamente dizer se possível é ou não o retorno das partidas.          

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