Campeonato Cearense já teve 17 treinadores nesta edição

Foto: Leonardo Moreira/Fortaleza EC

Rogério Ceni e Raimundo Vágner são os treinadores que ainda sustentam seus empregos

Com duas rodadas para o término da segunda fase, o Campeonato Cearense, como a maioria dos estaduais pelo Brasil, está encoberto por uma nuvem carregada de muitas dúvidas e poucas certezas. Uma delas, é que quando retornar, o torneio atingirá a marca negativa de dezesseis (podendo chegar a dezessete quando o Guarany anunciar seu novo treinador) técnicos diferentes no comando das dez equipes que entraram em campo, com nove trocas realizadas.

Já faz quase quatro meses que Ferroviário e Pacajus entraram em campo pela última vez na competição. A partida terminou 1 a 0 para o Tubarão da Barra, que assumiu a ponta da classificação. A partir dali, uma pandemia sem precedentes começou no Brasil e no mundo. Sem poder jogar nesses últimos meses, a crise financeira assolou os times de menor poder econômico do Estado.

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Até a sua paralisação, haviam sido jogados 49 jogos do estadual. Todas as trocas de treinadores até aquele momento foram por mal desempenho técnico dos clubes. Até o dia 15 de março, quando ocorreu a última partida do certame, foram feitas cinco mudanças de treinadores. Antes da parada, só Fortaleza (Rogério Ceni), Atlético Cearense (Raimundo Vágner), Pacajus (Juninho Cearense) e Guarany de Sobral (Washington Luiz) não mudaram o comando técnico de suas equipes.

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As ressalvas ficam por conta de Floresta (Luan Carlos) e Horizonte (Roberto Carlos), os times rebaixados para a segunda divisão de 2021. Esses dois clubes não mudaram de treinador durante a primeira fase da competição.

A tabela a seguir mostra os times que atuavam no Cearense e mudaram de treinador até a paralisação:

CEARÁ  ARGEL FUCKS por ENDERSON MOREIRA  
FERROVIÁRIOZÉ TEODORO por ANDERSON BATATAIS  
BARBALHAPAULO SCHARDONG por JOÃO SEVERO  
CAUCAIAMARCINHO GUERREIRO por LUAN CARLOS; LUAN CARLOS por PAULO SCHARDONG  

A pandemia e as incertezas sobre a volta do futebol foram o verdadeiro vilão do alarmante número de dezesseis treinadores diferentes no torneio que deveria ter três meses de duração. Nesses últimos quatro meses, times se desconfiguraram, jogadores foram negociados e comissões técnicas desfeitas.

Com exceção de Enderson Moreira, que saiu para treinar o time do Cruzeiro e Anderson Batatais, que foi ser auxiliar técnico de Wagner Mancini no Atlético/GO, todos os outros treinadores que estavam empregados antes da pandemia e deixaram seus clubes tiveram como fator comum a crise instaurada no futebol brasileiro pelo Covid-19.

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Enquanto os atletas estavam de quarentena os dirigentes faziam o que podiam para se virar. No entanto, a crise respingou nos treinadores. Desde a paralisação, quatro mudanças foram confirmadas no Campeonato Cearense. E vale aqui destacar as situações de Pacajus e Barbalha. O primeiro, que tem como técnico Juninho Cearense, não tem vínculo empregatício com o treinador. Mesmo assim, Juninho orientará o time no último jogo que resta a equipe no estadual. Por outro lado, o Barbalha, que é assolado pelas incertezas de crises externas e internas, até o momento tem como treinador João Severo. No entanto, o clube não tem nenhuma garantia de que este estará na beira do gramado quando a bola voltar rolar.

Times que mudaram de treinador durante a pandemia:

CEARÁ  ENDERSON MOREIRA por GUTO FERREIRA  
FERROVIÁRIOANDERSON BATATAIS por MARCELO VILAR  
CAUCAIAPAULO SCHARDONG por OLIVEIRA CANINDÉ  
GUARANY DE SOBRALWASHINGTON LUIZ rescindiu contrato (o clube está sem treinador)

Rogério Ceni, Argel Fucks, Zé Teodoro, Washington Luiz, Paulo Schardong, Anderson Batatais, Raimundo Vágner, Luan Carlos, Marcinho Guerreiro, Juninho Cearense, Roberto Carlos, João Severo, Enderson Moreira. Guto Ferreira, Oliveira Canindé e Marcelo Vilar, o último a ser confirmado. Todos estes, quando o Campeonato voltar, terão treinado algum time cearense do estadual.

Quando a pratica esportiva estiver liberada, terão sido nove trocas e no mínimo dezesseis treinadores diferentes no estadual. O número pode chegar a dezessete, caso o Guarany confirme um nome fora da lista acima. Ainda vale lembrar que Luan Carlos (Floresta e Caucaia) e Paulo Schardong (Barbalha e Caucaia) treinaram duas equipes no estadual. Schardong substituiu Luan Carlos no Caucaia e deixou o time da região metropolitana por conta da crise.

Fortaleza e Atlético Cearense retornarão ao estadual com os treinadores que iniciaram a temporada. Como o contrato de Juninho Cearense acabou durante a pandemia, ele fez uma acordo com a diretoria do Pacajus e deve treinar o clube na última rodada do Cearense, se tornando um dos três técnicos que treinará um time durante toda competição.

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