“Fortaleza me ofereceu 20 mil de salário e 50 mil de luvas”, revela Adilson ‘Paredão’

Foto: Ceará SC

Adilson ‘o Paredão’ revelou ter recebido proposta do Fortaleza

Na noite desta quinta-feira, 2, o Portal Futebol Cearense, após 11 semanas, finalizou o projeto #FCEmCasa, que consistia em realizar lives via Instagram e YouTube com convidados especiais do nosso futebol. O último convidado foi Adilson ‘o paredão’, ex-goleiro e ídolo do Ceará Sporting Club.

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Em entrevista exclusiva para o portal, Adilson falou sobre sua trajetória dentro do Alvinegro de Porangabuçu, sobre o histórico título de 2006, quando defendeu o pênalti de Rinaldo, na final do Campeonato Cearense e sobre o futuro.

“Vivíamos um momento difícil. Em 2004, quando eu cheguei, houve aquela confusão no título… Ceará ou o Fortaleza, até que a Federação deu o título para o rival. Em 2005, novamente perdemos o título para eles. Quando chegou em 2006, eu já me via como um torcedor do clube, a gente era muito humilhado por algumas pessoas da imprensa, pela própria federação e conselheiros do Fortaleza. Aquela reação não foi proposital (ao defender o pênalti de Rinaldo), foi mais um sentimento de torcedor” disse, Adilson.

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Questionado sobre os seus 8 anos defendendo a camisa do Ceará Sporting Club, tendo conquistado três Campeonatos Cearenses e um acesso à Série A, Lucas Silva, integrante do Portal Futebol Cearense, perguntou ao ex-goleiro se ele chegou a ser sondado pelo Fortaleza ou por algum outro clube enquanto esteve no clube.

“Olha… do Fortaleza foi que eu soube. Me ligaram. Em 2007 eu recebi realmente o convite, um dirigente me ligou e isso eu já tinha até conversado com o Rinaldo pessoalmente: “Vem pra cá, o pessoal vai te pagar, isso e aquilo” eu falei: “Rinaldo, depois a gente conversa.”. No Ceará eu recebia R$ 7 mil. O Fortaleza me ofereceu R$ 20 mil mensal e R$ 50 mil na mão, de luvas. Estava começando a pagar uma casa parcelada, que eu comprei de um torcedor alvinegro. Eu pagava R$ 5 mil de prestação e sobrava R$ 2 mil para outras despesas”, afirmou.

“Me balançou realmente (a proposta), falei com minha esposa e perguntei para ela. Ela disse que eu tinha que aceitar, que a gente tinha que pagar nossa casa e que eu não ganharia isso lá na frente. O Evandro ficou sabendo e perguntou se podia ir na minha casa. Eu disse que podia. Inclusive, foi o Evandro que me ajudou a comprar a minha casa. Ele me disse que enquanto fosse presidente do Ceará, ele disse que a casa estaria paga, pois não atrasaria o meu salário”.

“Quando ele chegou na minha casa, ele foi direto ao assunto: “Olha Adilson, é o seguinte: eu não tenho dinheiro para te dar luvas, não tenho. O que eu posso fazer é te pagar R$ 10 mil. Eu disse que tava bom. Eu não quero ir para o lado de lá, eu quero permanecer aqui. Tive a oportunidade de ganhar mais, mas dinheiro não paga o que eu recebo hoje da torcida do Ceará.” finaliza, Adilson.

O ex-goleiro ainda falou sobre todo o carinho que têm recebido do torcedor alvinegro neste período de dificuldade, onde ele está sorteando a camisa do acesso de 2009. “Eu não sei lidar muito bem com isso, é algo novo. Ainda estou me acostumando.”

Com a camisa do Ceará, Adilson disputou 222 partidas e viveu momentos de glórias. O goleiro rescindiu seu contrato com o clube em 2012, após 8 anos e continuou jogando profissionalmente até 2014, onde vestiu a camisa do Santo André. Hoje, aos 46 anos, o ídolo alvinegro mora em Viçosa, município de Minas Gerias e trabalha no setor de transportes da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

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