Sem acordo, imbróglio entre os clubes e a Turner deve ir à justiça

A negociação envolvendo a empresa Turner e os oito clubes que a programadora tem contrato não foi a diante e agora tende a parar nos tribunais. Fortaleza e Ceará negociam em bloco junto com Palmeiras, Santos, Athlético/PR, Bahia e Coritiba. Por fora, mas também sem encontrar um acordo, está o Internacional. O prazo final estabelecido pela TV para não precisar recorrer à justiça foi até dia 30 de junho.

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O imbróglio vem acontecendo desde o final do ano passado quando, segundo a Turner, tentou marcar uma reunião com o clubes para discutirem alguns pontos no contrato, mas não obteve resposta. A empresa alega que as agremiações descumpriram várias cláusulas contratuais, como terem dado permissão para a Globo transmitirem jogos para a mesma cidade onde eles foram realizados. Outra alegação citada pela programadora foi a quebra de confidencialidade do contrato para a imprensa.

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Já pelo lado dos clubes, o entendimento é que a Turner quer a rescisão do contrato sem o pagamento da multa, que gira em torno de R$ 2,1 bilhões no total, cerca de R$ 287 milhões para cada uma das oito agremiações. Além disso, o fato do Palmeiras ter recebido R$ 100 milhões de luvas, sendo 60 milhões a mais que os outros, serviu de base para os clubes comprarem de vez a briga com a empresa norte-americana.

O LEÃO JÁ BRIGAVA EM 2019

Antes de toda essa situação com os oito clubes, o Fortaleza já havia iniciado uma briga com a Turner de forma solitária. Desde a temporada passada o tricolor alega um desfavorecimento financeiro por parte da programadora, uma vez que o time cearense recebia R$ 14 milhões a menos que todos os outros contratados pela empresa de TV. Na partida realizada na Arena Castelão contra o Internacional, no dia 17 de agosto, pelo Brasileirão, os jogadores do Leão entraram com uma blusa em que tinha escrito “-14”.

Foto: Reprodução TNT

Em março deste ano, o Fortaleza já havia declarado ir à justiça contra a Turner buscando a quebra do contrato. A novela esquentou ainda mais durante a pandemia do novo Coronavírus com o não pagamento aos clubes dos valores acordados pelo direito de transmissão. A programadora alegou dificuldade devido a Covid-19 e não estipulou nenhum prazo para quitar esses atrasos, o que dificultou ainda mais a relação com às agremiações.

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