Brasileirão com 38 rodadas é essencial para a saúde financeira dos clubes

Foto: Divulgação/Ceará SC

A realidade é que alguns campeonatos terão duração até 2021

No final de março, todas as atividades não-essenciais foram paralisadas no Brasil devido a pandemia causada pelo Corona Vírus inclusive o futebol.

Grande parte das equipes brasileiras não tem a organização e a condição necessária para passar mais de três meses sem as receitas geradas quando estão em atividade. Mesmo os clubes mais organizados do país estão sentindo uma queda considerável em suas receitas, além de precisarem movimentar o caixa nesse período sem jogos para pagar jogadores, comissão técnica e funcionários.

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No futebol cearense, Ceará e Fortaleza dão exemplo de gestão administrativa. Apesar de aderirem a MP 936, que suspende a jornada de trabalho e reduz o salário de alguns funcionários além de passar uma porcentagem do valor para o Governo Federal pagar, os clubes equilibraram as contas e chegarão ao mês de Julho, quando o futebol deve retornar, com um bom fluxo de caixa devido aos valores arrecadados em ações com seus torcedores via venda de camisas, novos sócios e outras medidas paliativas.

Diante desse pressuposto e do período sem jogos, a ideia inicial era de que as competições fossem reduzidas para que terminassem em tempo hábil e que as datas não fossem atropeladas uma pelas outras. O calendário do futebol brasileiro já é insano em tempos normais imagina tendo que se encaixar sem ter tido jogos por mais de três meses. A realidade é que alguns campeonatos terão duração até 2021.

Muitos torcedores se questionaram por qual motivo não reduziram o Campeonato Brasileiro para um modelo mais enxuto tendo em vista que 38 rodadas parece inviável.

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O principal motivo para que os clubes queiram jogar todos os jogos é o valor da cota televisiva que receberão de forma integral das detentoras dos direitos de transmissão. A TV paga por jogo exibido, o patrocinador idem, então as agremiações não querem perder as principais receitas da temporada e as únicas que podem equilibrar as contas em 2020.

Pelo contrato do Brasileiro, válido a partir de 2019, o dinheiro da TV aberta e Fechada é distribuído em três fatias: 40% igualmente, 30% por número de jogos exibidos e 30% pela posição na tabela final do campeonato. Isso do Grupo Globo. Na Turner, o montante é dividido em 50%, 25% e 14%, respectivamente. Os recursos são do Grupo Globo e da Turner, responsável pelo Esporte Interativo, empresas que compraram os direitos de transmissão pelo período de que compreende de 2019 a 2024.

Em 2019, o Ceará teve um valor previsto de R$ 41.623,238 milhões arrecadados com a TV enquanto o Fortaleza abocanhou R$ 37.734,066 milhões.

Nesses contratos, Ceará e Fortaleza tem algumas peculiaridades. O Vovô assinou ao mesmo tempo com Globo e Turner juntamente com Athletico-PR, Bahia, Internacional, Santos e Palmeiras, assim ficaram enquadrados na divisão 40-30-30 na TV Aberta e 50-25-25 na televisão fechada.

O caso do Fortaleza já envolve Justiça, pois o clube cobra da Turner uma revisão no contrato, pois ele foi assinado quando o clube ainda estava na Série C, por isso não faz parte do sistema de distribuição. Assim , o Tricolor só recebeu R$ 9 milhões.

Dessa forma, os clubes não querem diminuir os números de jogos, pois afetaria consideravelmente na sua fonte de receita e consequentemente na saúde financeira tanto em 2020 quanto em 2021.

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