Opinião: Não é hora de pensar em contratações

Foto: André Durão

Alguns clubes seguem falando em gastar cifras milionárias com reforços visando o retorno do futebol

Talvez um dos períodos que mais anime os fãs de futebol seja a janela de transferências. No Brasil, apesar do fluxo de jogadores ser maior no começo do ano, a pandemia do novo coronavírus mudou esse cenário. Com o esporte mundial paralisado, alguns rumores tomaram de conta do noticiário futebolístico já em junho. Contudo, é a hora para isso?

De clubes milionários, como o Bayern de Munique/ALE, até equipes de menor expressão, medidas de contenção de gastos foram tomadas para tentar diminuir o tamanho do impacto financeiro após o congelamento de patrocínios e cotas de TV, perda de sócios-torcedores e a falta de renda através dos jogos.

Contudo, alguns clubes seguem falando em gastar cifras milionárias com reforços visando o retorno do futebol. Tratando especificamente de Brasil, o Atlético/MG é um desses times. O Galo, que demitiu funcionários de todos os setores e adotou um corte de 25% no salário de jogadores e parte do staff, está sondando nomes como Marrony, do Vasco, e Keno, que atua fora do país.

Como explicar para um roupeiro, por exemplo, demitido com a desculpa que o clube não pode manter seu emprego por dificuldades financeiras, que essa mesma equipe está gastando milhões em um novo atleta? Até mesmo para a realidade dos jogadores, principalmente para os que ganham menos, convenhamos que não é o melhor do mundos para a manutenção de um bom clima no vestiário haver grandes gastos em tempos escassos.

No caso do Atlético, a situação fica ainda mais inexplicável quando sabe-se que a dívida do clube gira na casa dos R$ 700 milhões. O Galo tem como vizinho um exemplo do que não se fazer em relação a gestão de futebol. Deveria abrir o olho.

Do outro lado da moeda, Ceará e Fortaleza são os clubes com menor dívida dentro da Série A. Por conta da saúde financeira em dia, além do aporte de seus torcedores via e-commerce, permitindo que a dupla cearense siga arrecadando milhões mesmo sem bola rolando, a tempestade coronavírus não fez grandes estragos.

Agindo com responsabilidade, mesmo especulando certos alvos, Vovô e Leão resolveram esperar. É a melhor decisão. Por hora, a prioridade precisa ser fornecer estrutura e segurança para o retorno dos treinos e posteriormente das partidas. Nesse ponto, assim como na gestão financeira, a dupla local está sendo exemplo.

Curtinhas

-> Bola fora parte 1: torcedores do Ceará descobriram um erro feio em um lote dos novos uniformes do clube. A data de fundação (!) da equipe, localizada no escudo em uma etiqueta, estava incorreta. Vários relataram o mesmo problema.
-> Visando resolver a situação, o presidente Robinson de Castro afirmou que trocas poderão ser feitas nas lojas oficiais do clube. É o mínimo. Errar o escudo em um produto oficial é constrangedor.
-> Bola fora parte 2: o atacante Osvaldo, do Fortaleza, foi flagrado furando a quarentena para curtir as dunas cearenses em plena pandemia.
-> Não é o primeiro caso do tipo envolvendo um atleta do Leão. Felipe, dias atrás, teve a mesma atitude para participar de uma festa de aniversário. O volante foi afastado, multado, além de ser submetido a teste para saber se havia contraído a doença. Espera-se a mesma postura com Osvaldo. Cenas dos próximos dias.

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