Opinião: Futebol deve ser pauta em meio a uma pandemia?

O Brasil é o segundo país com mais contaminação no mundo

Paralisado a mais de dois meses devido a pandemia do novo coronavírus, o possível retorno do futebol sempre foi pauta no mundo, incluindo o Brasil. Para os dirigentes dos clubes, a paralisação do futebol é prejudicial para o financeiro, tendo em vista que os times dependem de receita para sobreviver, principalmente das cotas televisivas e patrocinadores.

Entretanto, o Brasil é o segundo país com mais contaminação no mundo atrás dos Estados Unidos. São 595 mil casos e 33 mil mortes (até o atual momento desta matéria). Além disso, os casos de sub-notificação no país são altíssimos, tendo em vista a baixa quantidade de testes realizados devido à falta de equipamentos.

O alto número de mortes gera receio quanto ao possível retorno do futebol no Brasil. O Estado do Ceará está com processos de liberação gradual das atividades dividido por fases e o retorno das atividades esportivas está incluída na primeira delas. Para o retorno do futebol, os clubes tiveram que investir em testes para identificação do covid-19, além de adaptar suas sedes para receber atletas e funcionários. Porém, com as atividades iniciadas desde o dia 1° de junho, segunda-feira, Ceará e Fortaleza juntos, tiveram cerca de 20 funcionários (incluindo atletas) que testaram positivo para o vírus.

Além do Estado, outros clubes pelo Brasil também sofrem com isso. Flamengo e Vasco, clubes que foram até Brasília falar com Jair Messias Bolsonaro, Presidente da República, para autorizar o retorno do futebol no país, tiveram cerca de 20 atletas contaminados.

Até que ponto vale a pena o retorno do futebol? Se o futebol é do povo e para o povo, para que realizar partidas sem público? No Brasil, pelo menos, devemos lutar pela vida das pessoas que estão sofrendo com a doença e respeitar as mais de 33 mil vítimas do covid-19. Depois, só depois, deveremos pensar no retorno do futebol. Até mesmo que futebol não se faz apenas com grandes equipes, equipes estruturadas. Se nas equipes maiores está acusando vários casos, imagine nas equipes menores que aguardam protocolos das suas federações e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para realizar seus testes.

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